AVALIAÇÃO
NO CONTEXTO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DOS DOCENTES QUE ATUAM NO ENSINO
FUNDAMENTAL
Um estudo
utilizando a metodologia da problematização
ANTONIA ZILAUBA DE QUEIROZ[1]
SOLANGE MARIA DA SILVA AGUIAR[2]
FRANCISCA DE MOURA MACHADO[3]
FRANCISCO RAIMUNDO ALVES NETO[4]
RESUMO
Este estudo teve como objetivo compreender as
várias funções características da avaliação da aprendizagem visando a elaboração
de conhecimentos por parte dos alunos, de forma significativa. Tomou-se como
caminho metodológico a Metodologia da Problematização. Produziu se através da
observação da realidade, por meio de conversas a respeito do entendimento da
avaliação da aprendizagem e das dificuldades por alguns professores da Instituição.
A Teorização constituiu-se da explicação e análise de cada um dos professores,
tendo como fontes de informações materiais bibliográficos, documentos formais e
consulta a 14 professores de anos iniciais. Concluiu-se que a avaliação da
aprendizagem deve ser integrante do processo de ensino, devendo acontecer em
todas as situações para que o professor possa acompanhar e diagnosticar os
processos de desenvolvimento dos estudantes e também rever sua prática
pedagógica.
Palavras-chave:
Avaliação da Aprendizagem. Ensino Fundamental. Metodologia da Problematização.
ABSTRACT
This study
aimed to understand the various functions characteristic of learning evaluation
aimed at developing knowledge on the part of students significantly. Taken as a
methodological way Problematization Methodology. Produced through the
observation of reality, through conversations about the understanding of
learning assessment and the difficulties some teachers of the institution. The
Theorization consisted of explanation and analysis of each of the teachers,
whose sources of information bibliographic materials, formal documents and
query the 14 teachers of the early years. It was concluded that the assessment
of learning should be integral to the learning process and should happen in all
situations so that the teacher can monitor and diagnose the development
processes of students and also review their pedagogical practice.
Key words: Assessment of Learning. Elementary School. Methodology
of Curriculum.
INTRODUÇÃO
O
presente estudo buscou refletir sobre a avaliação no contexto
das práticas pedagógicas dos docentes que atuam no ensino fundamental,
confrontando-se com as concepções avaliativas dos professores da escola
investigada em busca de possíveis soluções para o problema extraído da própria
realidade.
O tema escolhido para ser abordado neste estudo é o
da avaliação da aprendizagem. Esse tema nos chamou a atenção, pois sabemos que
é comum à maioria dos professores encontrarem dificuldades para realizar essa tarefa que é considerada tão
complexa e importante.
O interesse
pela escolha do tema avaliação no contexto das práticas pedagógicas dos
docentes que atuam no ensino fundamental surgiu por meio das reflexões e
aprendizagens feitas durante aulas que tivemos no curso de especialização latu
senso de pós-graduação em Pedagogia. Pudemos averiguar, por meio do estudo, que
a avaliação da aprendizagem é um tema bastante complexo e de extrema
importância, tanto para o trabalho do professor quanto para o aluno, sendo que
“[...] avaliar é dinamizar oportunidades de ação-reflexão, numa acompanhamento
permanente do professor, que incitará o aluno a novas questões [...]”.
(HOFFMANN, 1995, p. 20). Sendo assim,
nos sentimos motivadas a conhecer mais sobre essa prática, para ampliar nossos
conhecimentos, o que favorecerá nossa atuação como coordenadora pedagógica.
Este estudo poderá vir a contribuir para ampliação
da reflexão dos professores a respeito dos benefícios de uma prática avaliativa
formativa, ou seja, que vise o acompanhamento constante dos alunos e os
posicionamentos necessários para o alcance dos objetivos de ensino.
Nessa perspectiva elaboramos os seguintes objetivos
a alcançar tendo como geral: Investigar a avaliação no contexto das práticas
pedagógica dos docentes no cotidiano escolar de alunos do ensino fundamental, levando-nos a compreender as
diferentes concepções de avaliação, auxiliando-nos na construção de um
referencial acerca das mesmas, possibilitando, assim, reflexão para a
implementação de um novo paradigma de avaliação.
Buscamos especificamente: Compreender a avaliação como processo
permanente de aprendizagem, dinâmico transformador do contexto social,
político, econômico e cultural, por meio de um estudo bibliográfico e Entender
por meio de estudos, , encontros, planejamento pedagógico com os docentes, que
o educando deve ser avaliado de modo que seja respeitado em todos os aspectos,
físico, social e econômico, não podendo haver qualquer espécie de discriminação
e subsidiar por meio de projetos pedagógico que a avaliação é um mecanismo
fundamental e imprescindível para o bom desempenho e sucesso de qualquer
organização.
Tendo
em vista esses objetivos e considerando os passos da Metodologia da Problematização
com a Escola pesquisada. Buscamos deixar claro que nossa concepção de avaliação,
é aquela na qual se busca o tempo todo estar observando e pensando as situações
didáticas que envolvem aluno e professor, com a intenção de que esta possa
servir de base para a reflexão, tomada de consciência e de decisões sobre a
prática.
Dessa forma, procuramos utilizar
autores com os quais compactuamos com seus conceitos sobre a avaliação, a fim
de podermos encontrar respostas pertinentes aos problemas levantados, o que
colabora com as possíveis tomadas de
decisão em relação às hipóteses de solução do problema.
Para realizar esse estudo utilizamos questionamentos,
leituras em diferentes fontes, resgate da memória sobre a temática e conversas
direcionadas com os professores de uma Escola Estadual localizada em Rio Branco
- Acre.
Optamos pela Metodologia da Problematização, pois
esta possibilita aos indivíduos que dela participam partir da problematização
da realidade para encontrar o seu objeto de pesquisa. Sendo que, essa
Metodologia segue as seguintes etapas: a observação da realidade e definição do
problema, a teorização, as hipóteses de solução e, por fim, a aplicação à
realidade.
PEDAGOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO
Com o intuito de conhecer um pouco mais sobre a
relevância da avaliação buscamos na literatura algumas concepções e
entendimentos a respeito da temática avaliação da aprendizagem, que
apresentamos a seguir.
A avaliação da aprendizagem é parte integrante do
processo ensino-aprendizagem. Esta prática pedagógica requer preparo técnico e
grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. Desta forma, se
faz necessária para que possamos refletir questionar e transformar nossas
ações. De acordo com Hoffmann (1995, p.18), a avaliação é a “[…] reflexão
permanente do educador sobre sua realidade, e acompanhamento do educando, na
sua trajetória de construção do conhecimento”.
Por meio da avaliação, o professor tem a
responsabilidade, entre outras, de perceber se os sujeitos estão realmente
assimilando os conteúdos e como os estão construindo. A forma como se avalia,
segundo Luckesi (2002), é crucial para a concretização do projeto educacional.
É ela que sinaliza aos alunos o que o professor e a escola valorizam. A
avaliação deve ser um auxílio para se saber quais objetivos foram atingidos, que
ainda faltam e quais as interferências do professor que podem ajudar o aluno.
Neste sentido, para Haydt (1992), o conceito de
avaliação da aprendizagem está ligado a uma concepção pedagógica mais ampla, ou
seja, depende da postura filosófica adotada pela escola, sendo que a forma de
encarar e realizar a avaliação reflete a atitude do professor em sua interação
com a classe.
Apesar de a avaliação ser um instrumento que ajuda
tanto os alunos na construção da aprendizagem satisfatória e significativa,
quanto aos docentes para que realizem uma reflexão e mudança de suas ações.
Assim, como explicam Jorba e Santmartí (2003, p.44).
Mudar os pontos de vista sobre a
avaliação implica mudar radicalmente muitas das percepções que temos sobre como
ensinar para que os estudantes aprendam. Pensar na avaliação como eixo central
do dispositivo pedagógico de um currículo é um ponto de vista nada habitual,
mas é como acentuar um dos elementos curriculares. Que mais pode favorecer uma
mudança na prática educativa dos professores e no êxito das aprendizagens.
A avaliação da aprendizagem deve ser entendida como
uma prática que colabora para o processo de ensino e aprendizagem, sendo que
quando o professor a compreende como um auxílio importante para o seu trabalho,
tem e favorece aos alunos ganhos relevantes em relação à elaboração dos
conhecimentos.
Os objetivos são elementos norteadores da avaliação,
isso implica que os professores, ao planejarem a sua aula, devem ter claro
quais finalidades pretendem atingir. Sendo assim, esta situação não permite que
o educador realize provas surpresas em sala de aula sem planejá-la previamente.
Diante disso:
A
avaliação é um processo contínuo e
sistemático. Portanto, ela não pode ser esporádica nem improvisada, mas,
ao contrário, deve ser. Constante e planejada. Nessa perspectiva, a avaliação
faz parte de um Sistema mais amplo que é o processo ensino/aprendizagem, nele se
integrando. (HAYDT, 1992, p. 13).
A avaliação deve desempenhar uma função estimuladora
e de incentivo ao estudo. O feedback é importante, pois permite um
retorno tanto ao professor, quanto ao aluno em relação ao processo ensino-aprendizagem.
Para que a avaliação cumpra sua função, é fundamental, segundo Haydt (1992, p.
27), “[...] que o aluno conheça os resultados de sua aprendizagem, isto é, que
logo após o término de uma prova saiba quais foram seus acertos e erros”. Nessa
perspectiva, explica Rabelo:
Entendendo
o conhecimento como algo construído na relação sujeito objeto, esse feedback
só cumprirá efetivamente o seu papel, se considerarmos, em um projeto de
avaliação, tanto o estágio de desenvolvimento em que um aluno se encontra em um
dado momento, como também o processo através do qual ele está elaborando o seu
conhecimento. (RABELO, 1998, p. 12).
Em uma proposta de avaliação, a ênfase não deve ser
somente nas respostas certas ou erradas, mas, sim, como um aluno chega a tais
respostas, tanto as certas quanto as erradas. Segundo Hoffmann (1995, p. 67),
“[...] o conhecimento produzido pelo educando, num dado momento de sua
experiência de vida, é um conhecimento em processo de superação”. A criança
passa por novos desafios, novas situações e formulam e reformulam suas
hipóteses.
Tendo-se em vista que o ser humano é composto por
várias dimensões, ou seja, afetiva, social, Motora-corporal e cognitiva, a
avaliação acadêmica não pode privilegiar apenas os aspectos cognitivos. Por
isso, Rabelo (1998, p.14) explica que “devemos pretender uma avaliação mais
ampla, da qual uma prova, por exemplo, sobre os conteúdos trabalhados faça
parte, tão somente como um dos recursos, através dos quais podemos avaliar o
rendimento escolar”.
Haydt (1992) afirma que a avaliação apresenta três
funções básicas: diagnosticar, controlar e classificar. Ajustadas a essas três
funções existem três modalidades de avaliação: diagnóstica, formativa e
somativa.
A avaliação diagnóstica acontece antes de iniciar um
determinado conteúdo, para que o professor possa partir dos conhecimentos
prévios dos alunos, sabendo-se, assim, em qual nível eles estão. Para Luckesi
(2002, p.44), “a avaliação diagnóstica será, com certeza, um instrumento
fundamental para auxiliar cada educando no seu processo de competência e
crescimento para autonomia, situação que lhe garantirá relações de reciprocidade”.
A avaliação formativa, que acontece durante todo
processo de ensino-aprendizagem, informa o aluno e o professor sobre o que
precisam saber, onde acertaram e onde erraram, sendo assim, ajuda o professor a
adaptar o processo didático aos progressos e problemas da aprendizagem dos
alunos. Haydt nos ajuda a entender essa dinâmica:
A avaliação formativa, com função
de controle, é realizada durante todo o decorrer do período letivo, com o
intuito de verificar se os alunos estão atingindo os objetivos previstos, isto
é, quais os resultados alcançados durante o desenvolvimento das atividades
[...] É principalmente através da avaliação formativa que o aluno conhece. Seus
erros e acertos e encontra estímulo para um estudo sistemático. (HAYDT, 1992,
p. 17-18).
A avaliação somativa, acontece ao final de um
processo de ensino aprendizagem. Ela é classificatória. Por meio desta, o
professor verifica se os objetivos mais gerais foram atingidos, como explica
Haydt:
A
avaliação somativa, com função classificatória, realiza-se ao final de um
curso, período letivo ou unidade de ensino, e consiste em classificar os alunos
de acordo com níveis de aproveitamento previamente estabelecidos, geralmente
tendo em vista sua promoção. De uma série para outra, ou de um grau para outro.
(HAYDT, 1992, p.18).
Essas três modalidades da avaliação são de extrema
importância para que os professores e alunos tomem conhecimentos no que se
refere aos seus desempenhos. De acordo com Jorba e Santmartí (2003), o mesmo instrumento pode
servir para diferentes modalidades de avaliação, dependendo do objetivo que o
professor pretende com o mesmo. Sendo assim, podemos reconhecer a relevância,
para o professor, de ter clareza do que pretende com a avaliação para saber o
que e como avaliar.
Deparamos em Luckesi (2002, p.69) a seguinte
definição: “Entendemos a avaliação como um juízo de qualidade sobre dados
relevantes, tendo em vista uma tomada de decisão. É bem simples: são três
variáveis que devem estar sempre juntas para que o ato de avaliar cumpra o seu
papel”.
Luckesi (2002) esclarece o que significam as três
variáveis apontadas ao conceituar a avaliação. Juízo de qualidade - Afirmações ou negações que expressam
a qualidade do objeto por meio de processo comparativo, tendo como referência
um determinado padrão de julgamento. Nesse tipo de avaliação, afirma Luckesi:
[...]
há um dado da realidade, que são as condutas dos alunos, e há uma atribuição de
qualidade a essa realidade a partir de um determinado padrão ideal dessa
conduta. Ou seja, o professor tendo em suas mãos os resultados da aprendizagem
do aluno, compara esses resultados com a expectativa de resultado que possui (padrão
Ideal de julgamento) e atribui-lhe uma qualidade de satisfatoriedade Ou
insatisfatoriedade. (LUCKESI, 2002, p.70).
Dados relevantes - A
qualidade será atribuída ao sujeito, a partir de caracteres que possua e
manifeste em suas condutas, condizentes com os objetivos a serem alcançados,
após ser submetido a uma determinada aprendizagem, e não de acordo com o
bel-prazer de quem do professor, qualificando e desqualificando gratuitamente
um aluno. Deste modo, o juízo de qualidade estaria pautado no real.
Tomada de decisão - Ação
a ser realizado depois de realizado o juízo de qualidade, ou seja, o professor
não ficará indiferente às manifestações positivas ou negativas de aprendizagem,
tomando decisão a respeito do que fazer com o aluno, com o conteúdo ou com o
seu modo de ensinar.
Não podemos deixar de explicitar o entendimento de
Luckesi (2002 p.81) a respeito da avaliação diagnóstica, na medida em que o
autor a considera como uma das indicações para dar conta de suprir as lacunas
deixadas no processo de ensino/aprendizagem da atual prática de avaliação
escolar. De acordo com ele a avaliação da aprendizagem deverá ser assumida
como:
Um
instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que encontra-se o
aluno, tendo em vista tomar decisões suficientes e satisfatórias para que possa
avançar no seu processo de aprendizagem. [...] a avaliação não seria
tão-somente um instrumento para a aprovação ou reprovação dos alunos, mas sim
um instrumento de diagnóstico de sua situação, tendo em vista a definição de
encaminhamentos adequados para a aprendizagem. Se um aluno está defasado não há
que, pura e simplesmente, reprová-lo e mantê-lo nesta situação.
Dessa forma podemos verificar que a avaliação
diagnóstica, assim como o próprio nome sugere, servirá para que o professor e o
aluno possam perceber se aprendizagem está ou não ocorrendo. [...] “É
constitutivo da avaliação da aprendizagem estar atentamente preocupada com o crescimento
do educando. Caso contrário, nunca será diagnóstica. (LUCKESI, 2002, p.82).
No que se refere às funções da avaliação, de acordo
com Luckesi (2002), a função ontológica da mesma é o diagnóstico. Junto a esta,
estão às funções de: propiciar a auto compreensão dos alunos e dos professores;
de motivar o crescimento do educando, “pelo reconhecimento de onde está e pela
consequente visualização de possibilidades” (p.176); de aprofundamento da
aprendizagem, pois quando o aluno faz um exercício para que a aprendizagem seja
revelada, este exercício já proporciona ao aluno a oportunidade de aprofundar
os seus conhecimentos; a função de auxiliar a aprendizagem. Já Hoffmann, em uma
visão complementar, nos esclarece que a avaliação é:
[...]
a reflexão transformada em ação. Ação, essa, que nos impulsiona a novas
reflexões. Reflexão permanente do educador sobre sua realidade, acompanhamento
passo a passo, do educando, na sua trajetória de construção do conhecimento. Um
processo interativo, através do qual educandos e educadores aprendem sobre si
mesmos e sobre a realidade no ato próprio da avaliação. (HOFFMAN, 2000, p.17).
Para a autora, a avaliação deve exercer uma função
dialógica e interativa, promovendo os seres moral e intelectualmente,
tornando-os críticos e participativos, inseridos no seu contexto social e
político.
Em Vasconcellos (1998, p.44) encontramos a seguinte
definição:
A avaliação é um processo abrangente da
existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido
de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma
tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos.
De acordo com o autor, a avaliação tem a função de
acompanhar o desenvolvimento dos alunos e ajudá-los a superar as possíveis
dificuldades. “A principal finalidade da avaliação no processo escolar é ajudar
a garantir a formação integral do sujeito pela mediação da efetiva construção
do conhecimento, a aprendizagem por parte dos alunos”. (VASCONCELLOS C. 1998,
p.47).
Vasconcellos embasa seus estudos em uma concepção
dialética libertadora da prática pedagógica. O autor compreende o problema da
avaliação em suas dimensões globais, em suas relações com todo o fazer
pedagógico.
Para esse autor (1998), mudar a prática da avaliação
escolar não é tarefa fácil, no entanto os professores que desejam a
transformação da mesma devem ter uma mudança de postura em relação à sua
prática pedagógica. Devem deixar de se preocupar com o controle do transmitido,
e dar ênfase à aprendizagem do aluno, refletindo sobre como este aprende.
Vasconcellos (1998, p.48) afirma também que “a partir de uma educação dialética
de educação, supera-se tanto o sujeito passivo da educação tradicional, quanto
o sujeito ativo da educação nova, em direção ao sujeito interativo”.
Podemos perceber, por meio do estudo acima, que Luckesi,
Hoffmann e Vasconcellos, C, embora tenham modos particulares de conceituar a
avaliação, revelam uma postura qualitativa da mesma. Todos se referem a uma
avaliação mais orientada para melhorar as aprendizagens do que para
classificar, mais integrada com o ensino e a aprendizagem, mais
contextualizada, considerando que o aluno tem um papel relevante a desempenhar.
Assim sendo, podemos dizer que visam a uma avaliação formativa.
Sendo assim, o professor deve acompanhar e observar
atentamente cada passo do aluno rumo à elaboração dos saberes, a fim de captar
as informações que lhe são cabíveis para constatar se pode avançar com os
conteúdos programáticos ou não.
Neste estudo, fizemos uma breve abordagem sobre as
funções da avaliação, teoria e pratica técnicas e instrumentos da avaliação. O
texto acima apresentado fundamenta-se sob a luz da teoria de estudiosos
educadores. Para eles a avaliação é essencial à educação, e o sentido
fundamental da ação avaliativa consiste no movimento e na transformação, na
qual não será utilizada, apenas para atribuições de notas ou conceitos ao final
de uma unidade de ensino ou de um conteúdo, mas possibilitará ao professor
conhecer qualitativamente se os alunos estão conseguindo aprender.
O CAMINHO DA METODOLOGIA DA
PROBLEMATIZAÇÃO
Para
realização do estudo optou-se pela pesquisa descritiva com abordagem
qualitativa, pois se tratou de analisar dados referentes a existência da
relação sujeito e realidade, buscando conhecer os conceitos à luz do
referencial teórico e também refletir acerca das falas dos questionados para
verificar como está sendo discutido, no interior da escola pesquisada, a
questão da avaliação escolar.
A Metodologia da Problematização da escola em estudo
foi utilizada a partir da realidade presente em determinada situação da
educação. Com base no referencial teórico adotado por Berbel (2001, p.4)
explica que [...] “não há restrições de temáticas para a Metodologia da
Problematização, onde há um problema de ensino e aprendizagem ou educação a ser
resolvido ou estudado, é possível utilizá-la”.
Os participantes desta metodologia observaram a
realidade de maneira atenta, com o objetivo de verificar as dificuldades, as
carências, as necessidades que a realidade estava mostrando como problemáticas.
Após ter detectado os aspectos que precisariam ser elucidados, trabalhados,
melhorados ou corrigidos, foi eleito um problema, considerado urgente ou
prioritário para que se aprofundasse o estudo e se buscasse, para ele, uma
resposta ou solução.
A metodologia foi realizada através do levantamento
do problema. Neste momento da pesquisa realizou-se inicialmente uma reflexão, buscou-se
identificar os possíveis fatores e prováveis determinantes maiores associados
ao problema.
Detectado o problema, foi transformado em um item a
ser pesquisado com base na literatura. Esta pesquisa foi realizada por meio de
técnicas, instrumentos e em diversas fontes teóricas, para que se possa
compreender bem o que envolve: Berbel (1998) ressalta que a forma, a extensão e
a profundidade da teorização dependem de vários fatores, como receptividade,
interesse, compromisso dos participantes, porém o ideal é que na teorização se
obtenha o entendimento do problema, para subsidiar o ato de elaborar hipóteses
de solução.
A partir da pesquisa foram elaboradas, de forma
criativa e original, as alternativas para a resolução do problema. De acordo
com Siqueira e Berbel (2006), nesta elaboração, a criatividade e a
originalidade são muito importantes para levar a pensar em algo inovador que
provoque a sua superação. Os sujeitos que vivenciam esse processo se tornam
mais criativos, reflexivos, autônomos e observadores da realidade próxima. De acordo com Berbel, verifica-se que:
Os
alunos valorizam a sensibilidade estimulada para perceber aspectos de seu
cotidiano, antes não percebidos como possíveis de transformação decorrentes de
sua participação. Citam também a aquisição de segurança para enfrentar os
problemas e buscar solução para ele, por terem aprendido um caminho seguro e
eficaz. (BERBEL, 2p. 6).
O sujeito vai se tornando progressivamente
consciente, crítico, reflexivo e desejoso de modificar intencionalmente parte
de sua realidade, a partir do momento que sai das primeiras percepções, ou
seja, dos conhecimentos superficiais que tem sobre a parcela da realidade que
focaliza e parte para um conhecimento mais elaborado, mais aprofundado a
respeito da mesma, percebendo que é capaz de encontrar alternativas para a
resolução do problema em evidência.
O estudo foi realizado de forma segura e eficaz de
forma que os indivíduos participantes alcançasse um grau de uma conscientização
crítica da realidade à qual pertence, registrando-se uma compreensão das
indicações de documentos referentes à avaliação da aprendizagem, a começar pelos
PCNs.
De acordo com este documento, o professor deve
interpretar qualitativamente os conhecimentos construídos pelos alunos,
realizando uma avaliação contínua e sistemática. A avaliação, nesta
perspectiva, auxilia tanto o professor quanto os alunos e a escola. A avaliação
subsidia o professor numa “reflexão contínua sobre a sua prática, sobre a
criação de novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem
ser revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados para o processo de
aprendizagem individual ou de todo o grupo”. E, em relação ao aluno, a
avaliação:
[...]
é instrumento de tomada de consciência para suas conquistas, dificuldades e
possibilidades para a reorganização de seu investimento na tarefa de aprender.
Para a escola, possibilita localizar quais aspectos das ações educacionais
demandam maior apoio. (BRASIL, 1997, p.55).
Os PCNs ressaltam a importância de se fazer uma
avaliação investigativa inicial, e ao final da unidade de ensino. Essa prática
é vista como essencial para que o professor possa planejar e dar continuidade
ao processo de aprendizagem. “Esta avaliação, que intenciona averiguar a
relação entre a construção do conhecimento por parte dos alunos e os objetivos
que o professor se propôs, é indispensável para saber se todos os alunos estão aprendendo
[...]”. (BRASIL, 1997, p.56). Está claro neste documento que a avaliação
investigativa pode ocorrer também durante todo o processo de ensino-aprendizagem.
RESULTADOS E
DISCUSSÕES
No
presente estudo o objetivo foi discutir os dados coletados na realidade
investigada, apresentando assim, as concepções de avaliação presente nos
dizeres dos participantes.
Foram
entrevistados 14 professores, dos quais todos responderam ao questionário e que
serão identificados no estudo por professores P1, P2, P3 até P14. Consideramos
importante essa consulta aos professores quanto ao foco do estudo, para conhecer
o que têm a relatar de suas concepções e percepções a respeito da avaliação da
aprendizagem que praticam.
Para realizarmos a análise das entrevistas,
primeiramente agrupamos as respostas, levando em consideração as opiniões que
se repetiram na fala do professor. Há no instrumento seis questões, das quais
todas são abertas. No entanto, iniciamos os questionamentos com a indagação, e sintetizamos
as respostas.
Primeira pergunta da entrevista: Quais instrumentos
de avaliação você utiliza? E obtivemos as seguintes respostas dos professores:
|
P1 ao P4 – Avaliar é o processo
no qual nos fornece informações que serão utilizadas na melhoria do
desempenho do aluno durante o processo ensino-aprendizagem.
|
|
P5 ao P7 – Realizo uma
(pequena) avaliação semanal e uma mais elaborada por bimestre.
|
|
P8 ao P14 – 1º uma avaliação
inicial para saber o nível de conhecimento de cada criança, da diagnostica e
a 2ª avaliação bimestralmente, quando se deve avaliar o progresso dos alunos
e o conhecimento adquirido através do trabalho realizado em sala.
|
Quadro
1 – Respostas dos professores em relação a primeira pergunta da entrevista.
Sabemos que os instrumentos avaliativos a disposição
do professor são diversos, muitas vezes o mais utilizado em todos os níveis de
ensino tem sido a prova escrita, mesmo tendo clareza da necessidade de variar
os instrumentos avaliativos para acompanhar o desempenho da turma. Concordamos
com Haydt (1994, p.63) quando afirma que na avaliação:
Devem
ser usadas diversas técnicas e instrumentos de avaliação. Atualmente, a
avaliação assume a função de diagnosticar, bem como de verificar a consecução
dos objetivos previstos para o ensino aprendizagem. Para que a avaliação possa
desempenhar estas funções é necessário o uso, combinado, de várias técnicas e instrumentos.
Quanto à segunda pergunta sobre: A avaliação da aprendizagem, (os tipos
atividades de avaliação, os momentos de sua aplicação e quantidade de vezes que
são aplicadas etc.): Obtivemos as
seguintes respostas dos professores que descreveram os tipos de atividades
avaliativas utilizadas, em que cada um respondeu da forma que trabalham.
|
P 07 - “através de atividades
que fazem parte do conteúdo trabalhado no dia a dia” e ao P10 - “uma
avaliação formal bimestral, semanalmente aplico teste em forma de exercícios.”
|
|
P 11- “A avaliação é constante,
não só formal com provas, mas também a participação em sala de, trabalhos em
grupo, comportamento, etc.”
|
|
P12 – “Podemos perceber por
meio das respostas que a primeira, diferentemente da segunda, aproveita todas
as situações e atividades diversificadas para avaliar,”
|
Quadro
2 – Respostas dos professores em relação a segunda pergunta da entrevista.
Prosseguindo a entrevista, perguntamos sobre a
importância da avaliação no processo de ensino-aprendizagem? Os explicam que:
Nessa perspectiva, Haydt (1997), p. 314) nos diz
que:
A
avaliação deve ser um instrumento para estimular o interesse e motivar o aluno o
maior esforço e aproveitamento e não uma arma de tortura ou punição. Nesse
sentido, a avaliação desempenha uma função estimuladora, à medida que serve de
incentivo ao estudo. Complementando essa função, a avaliação desempenha também
a outra: a de feedback ou retroalimentação, pois permite que o aluno conheça
seus avanços e dificuldades.
|
10 - “Observa o desenvolvimento
da criança comparando-a com ela mesma. Retoma as dificuldades encontradas em
um Portfolio as avaliações no decorrer do ano”.
|
|
P12 – “De acordo com a
dificuldade apresentada é realizado um Planejamento para atender cada dificuldade.
Além de testes, provas, atividades (participação, interesse e desempenho)”.
|
|
P2 – “Através de observações
paralelas, registros escritos individuais ou em grupo e pela participação
durante a aula”.
|
Quadro
3 – Respostas dos professores em relação a terceira pergunta da entrevista.
Conforme Machado (2000), para avaliar é preciso ir
além da medida, recorrendo a indicadores mais complexos e a índice de
competência, tendo em vista que não se avalia
por avaliar, mas para fundamentar uma decisão. Perrenoud (1999, p. 18) também
compartilha desta ideia ao afirmar que a avaliação não é um fim em si, mas uma engrenagem do funcionamento
didático. Enfatiza ao afirmar: “a avaliação tradicional, não satisfeita em
criar fracassos, empobrece as aprendizagens e induz nos professores didáticas
conservadoras e nos alunos estratégias utilitaristas”.
Obtivemos as seguintes
respostas das duas professoras que descreveram os tipos de atividades
avaliativas utilizadas: “uma avaliação formal bimestral, semanalmente aplico
teste em forma de exercícios”.
Ao serem questionadas sobre como avalia seu aluno no processo ensino-aprendizagem? As respostas variam:
|
P7 ao P12- “A avaliação é
constante, não só formal com provas, mas também a participação em sala,
trabalhos em grupo, comportamento, etc.”.
P3, P5 e P7 - O meu é avaliado
no cotidiano durante as atividades.
|
|
P1, P8, P10 e P11 - Além de
testes, provas, atividades (participação, interesse e desempenho)
|
|
P2 - Através de observações
paralelas, registros escritos individuais ou em grupo e pela participação
durante a aula.
|
Quadro
4 – Respostas dos professores em relação a quarta pergunta da entrevista.
Hoffmann (2001) acredita que a
contradição entre o discurso e a pratica de alguns educadores e,
principalmente, a ação classificatória e autoritária exercida pela maioria,
encontram explicação na concepção de avaliação do educador, reflexo de sua
história como aluno e professor.
Avançamos a entrevista com a seguinte questão: Que
instrumentos são utilizados para verificar o aprendizado? As professoras listaram da
seguinte forma:
|
P2 ao P9 – “Jogos,
brincadeiras, trabalhos em grupo, pesquisa, avaliação, tarefas de casa, etc”.
|
|
P 10 ao P1 – “Provas,
atividades do caderno, trabalhos orais e escritos”.
|
|
P 2 ao P13 – “Participação,
trabalhos coletivos, individuais, projetos, feiras, etc”.
|
Quadro
5 – Resposta dos professores em relação à quinta pergunta da entrevista.
Os
instrumentos de avaliação determinados pelas escolas não podem ser vistos como
única opção de avaliação. Senão ratifica o conceito de “educação bancaria”, de
um lado um ensina: do outro lado um aprende. (Freire, 1996).
Por fim, através de
uma conversa informal, concluímos a entrevista com a seguinte pergunta: A auto avaliação é uma prática no interior
da sala de aula? Em que momento? Seguras das respostas elas afirmaram que:
.
|
P3 ao
P5 – “Sim, no final da aula devemos estar avaliando com o aluno os pontos
positivos e negativos”.
|
|
P9 ao
P10 – “Sim, no momento propicio, no decorrer de cada conteúdo, nas atividades
individuais ou grupo”.
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|
P1 ao
P 8 – “Sim, em todos os momentos, existe a observação, pois só assim
observa-se a habilidade desenvolvida no aluno”.
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Quadro
6 – Respostas dos professores em relação a sexta pergunta da entrevista.
Neste aspecto, todas as professoras confirmam a
pratica da auto avaliação, porém, durante as observações realizadas para
implementação de nosso trabalho, nenhum momento ocorreu essa técnica. Mais uma
vez constatamos a contradição entre teoria e pratica.
Para Haydt (1997, p. 299), “A auto avaliação é uma
forma de apreciação normalmente usada quando nos dedicamos a atividades
significativas, decorrentes de um comportamento intencional”
Este
estudo teve como objetivo preponderante apresentar a análise dos dados
coletados de nossa pesquisa a fim de verificar se conseguimos responder às
nossas questões de estudo, bem como analisar se alcançamos o objetivo traçado
no início deste trabalho.
Refletindo
sobre a analise acima apresentada, temos cada vez mais a certeza de que avaliar
é algo muito complexo, principalmente quando se trata de analisar diferentes
pensamentos. Isso nos levou a pensar que certos professores não conseguem
perceber se realmente os alunos estão conseguindo alcançar de forma
significativa os conhecimentos propostos, visto que seu processo de construção
de conhecimento não é acompanhado diariamente.
Acreditou sim, que o professor que detém o conhecimento, deve repassá-lo
aos alunos e os mesmos devem ser avaliados quanto à sua aquisição. Segundo
Freitas (2008): “O Professor ensina e o educando deve ser avaliado
na aquisição desses conhecimentos, de forma coerente e consciente”.
É preciso
que o professor tenha competência, coragem, criatividade, criticidade,
compromisso e coerência em todo o processo ensino e aprendizagem do qual a
avaliação é parte.
Refletindo
sobre a analise acima apresentada, temos cada vez mais a certeza de que avaliar
é algo muito complexo, principalmente quando se trata de analisar diferentes
pensamentos.
A
este respeito, Hofmann (2003, p. 41) nos diz que:
A compreensão de muitos
professores é de que “tudo pode ser medido” sem que se deem conta de que muitas
notas são atribuídas arbitrariamente, ou seja, por critérios individuais,
vagos, e confusos, ou precisos demais para determinadas situações.
São
necessárias à realização de outras aprendizagens, a fim de levar o aluno a
adquirir as habilidades necessárias ao seu pleno desenvolvimento.
Dessa forma, percebeu por meio
dos resultados que avaliar os alunos em todos os momentos, em todas as etapas
do processo de ensino e aprendizagem objetivando desenvolver as habilidades ou
competências que se pretende desenvolver, o que não se pode resumir em momentos
específicos (provas, testes, trabalhos), mas sim perpetuar durante o
desenvolvimento de todas as atividades que impulsionam para a efetiva
construção, reconstrução ou produção de novos conhecimentos e aprendizagens.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao final do estudo, evidenciou a
dificuldade em estabelecer ou definir critérios para avaliar o desenvolvimento
do ensino e da aprendizagem, ou seja, é difícil determinar um modelo que seja
totalmente apropriado. Diante disso, precisamos nos questionar constantemente
sobre a forma de agir no momento de avaliar, se nossos educandos desenvolveram
as habilidades pré-estabelecidas para um determinado período ou ciclo letivo.
Portanto, as reflexões do estudo
apontam como essencial o papel do professor no contexto das práticas
pedagógicas, sendo o professor o principal agente educativo, é evidente que a
melhoria no ensino ocorre com as condições adequadas de trabalho, a instituição
educacional buscará orientá-lo, para que ele venha desenvolver de modo mais
eficiente possível as atividades didático-pedagógicas. Conclui-se que a
avaliação deve favorecer a socialização, integrando o grupo, mas também
salientar as diferenças individuais que preparam os alunos, segundo suas
competências particulares, para atividades específicas e gerais da vida.
REFERÊNCIAS
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Aparecida Navas (Org.). Conhecer e Intervir: o desafio da Metodologia da
problematização. Londrina: Ed. UEL, 2001.
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Ensino Superior. In: BERBEL, Neusi Aparecida Navas (Org.). Metodologia da
problematização: Experiências com questões de Ensino Superior. Londrina:
EDUEL, 1998 a, p.19-49.
BRASIL.
Ministério da Educação e do Desporto (1997). Parâmetros Curriculares
Nacionais: Introdução. Brasília, DF, 1997.
FREITAS, Luiz
Carlos de. Crítica da Organização do Trabalho pedagógico e da Didática. 7ª Ed.
Campinas – SP, Papirus Editora, 1998.
HAYDT, Regina
Célia Cazaux. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. 3. Ed.
São Paulo: Ática, 1992.
_______. Avaliação
do processo ensino-aprendizagem. 6. Ed. São Paulo: Ática, 1997. HOFFMANN,
J. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré- escola a
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HOFFMANN, J. Avaliação
– mito e desafio. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1995 As múltiplas
dimensões do olhar avaliativo. In:_____. Avaliar para Promover: as setas do
caminho. Porto Alegre: Mediação, 2001, p. 59-73.
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Acesso em: 10 Out. 2012.
MACHADO, Nilson José. Educação: projetos e valores. São Paulo:
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PERRENOUD< Philippe. Cosntruir as competências desde a escola.
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São Paulo: Libertad, 1998, p. 43-47.
VASCONCELLOS, Maura Maria Morita. Avaliação e Ética. Londrina:
UEL, 2002.
[1] Professores da
Rede Estadual do Acre, integrante do PDE (Programa de Desenvolvimento
Educacional da Secretaria Estadual de Educação); aluna do curso de Especialização lato sensu em Coordenação Pedagógica- UFAC/Ac.
[2] Professora da Rede Estadual do
Acre; aluna do curso de Especialização lato sensu em Coordenação Pedagógica-
UFAC/Ac. Coordenadora de Ensino Djalma Teles Galdino/SEE-Ac
Coordenadora
de Ensino
[3] Doutora em Educação pela UDE/UFSCAR-SP; professora formadora da Escola
de Gestores da Educação Básica – curso de Especialização lato sensu em
Coordenação Pedagógica- UFAC/Ac; professora formadora do Núcleo de Apoio
Pedagógico Dom Bosco/SEE-Ac.